sábado, 8 de junho de 2013

As 4 leis da escrita.

  • Primeira Lei da escrita

     O gesto gráfico está sob a influência imediata do cérebro. Sua forma não é modificada pelo órgão escritor se este funciona normalmente e se encontra suficientemente adaptado à sua função.
     Quando o organismo está funcionando normalmente, o cérebro comanda a ação que é direcionada aos músculos, a fim de efetuar os gestos que irão gerar a escrita. Portanto, a sua produção pode ser efetuada, por exemplo, pela mão esquerda de um escritor destro, caso haja necessidade, sem que para isto se percam as características que individualizam a escrita.

  • Segunda Lei da Escrita

     Quando se escreve, o ‘eu’ está em ação, mas o sentimento quase inconsciente de que o ‘eu’ age passa por alternativas contínuas de intensidade e de enfraquecimento. Ele está no seu máximo de intensidade onde existe um esforço a fazer, isto é, nos inícios, e no seu mínimo de intensidade onde o movimento escritural é secundado pelo impulso adquirido, isto é, nas extremidades.
     O ato de escrever se inicia por um comando, mas prossegue por um instinto natural, sem que o escritor se dê conta de todos os mínimos que ocorrem durante a sua produção. É conhecido como automatismo gráfico.

  • Terceira Lei da Escrita

     Não se pode modificar voluntariamente em um dado momento sua escrita natural senão introduzindo no seu traçado a própria marca do esforço que foi feito para obter a modificação. Logicamente, contrapondo o que foi dito anteriormente, o esforço em escrever de forma consciente de todos os traços e minúcias, quebra a espontaneidade do ato em si. A naturalidade com que a escrita se processa se torna um dos elementos que auxiliam na distinção de uma falsificação, onde as formas do verdadeiro autor podem ser copiadas de uma maneira mais “arrastada”, perdendo a sua naturalidade e consequentemente, sua individualidade.

  • Quarta Lei da Escrita

     O escritor que age em circunstâncias em que o ato de escrever é particularmente difícil traça instintivamente ou as formas de letras que lhe são mais costumeiras, ou as formas de letras mais simples, de um esquema fácil de ser construído.
     O escritor geralmente recorre a traços mais simples quando acontecem situações que limitam o ato da escrita, como: problemas com o instrumento escrevente, suporte inadequado, posição do punho escritor em relação ao suporte, produção da escrita em movimento, etc.

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